sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fruta Pão: pra muito além do Pão...






FRUTA - PÃO

Dizem que é a fruta dos Deuses, então é melhor começar fazendo logo uma 
oferenda ! Foi trazida da Ásia, como várias outras espécies introduzidas aqui pelos portugueses. Ou seja; a cozinha tem um pé na História, é claro que tem ... assim como a História tem um pé na cozinha ! 
Bem, aqui em casa as duas se frequentam...muito. Principalmente quando faço o laboratório "Cozinhando com Frutas", e "A História vai à na Panela ", desde que comecei a pesquisar, criar, testar, e ver no que dá, por puro prazer. 


  
Nome CientíficoArtacarpus altilis    Família: Moraceae  
Origem e dispersão: a verdadeira região de origem da fruteira-pão é ainda motivo de controvérsias, sendo as mais citadas o Sudeste da Ásia (Indonésia e Índia) e a Polinésia. Foi introduzida em São Vicente e Jamaica em 1793 e no Brasil . Clima e Solo: a fruteira-pão desenvolve-se bem em clima quente e úmido, com temperaturas entre 20 e 32ºC e precipitação pluvial anual acima de 1.500 mm, bem distribuída. Propagação: a fruteira-pão sem sementes é propagada por estaquia utilizando estacas. Variedades: são conhecidas duas variedades de fruteira-pão: frutos sem sementes e de frutos com sementes. Informações mais completas podem ser encontradas no Livro Frutas Exóticas (Funep, FCAV/Unesp)


Para saber mais:


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Revisitando o Tempo : Cozinha Ancestral



Uma fogueira cercada de pedras, uma caverna. Hoje podem parecer algo banal. No entanto evocam a nossa cozinha ancestral . De vez em quando a gente devia parar de correr e sentar ao pé do fogo. Só pra poder ressignificar a vida. Com tempo de olhar o passado a partir do presente. Que é pra não esquecer que o fogo, foi uma das mais estupendas conquistas do homem. Esse legado cultural  remete ao fato de que não se nasce pronto. De que tudo é processo de vir a ser. De tornar-se humano. Que desafios tiveram de ser enfrentados pra gente poder ter abrigo, proteção, aconchego, poder se aquecer, se alimentar, cozinhar !

Arriscando interpretações simbólicas, seja da fogueira, da pintura rupestre como da caverna, cada uma delas evoca as mais humanas necessidades: de alimentação, de refúgio e de criar uma linguagem, pra poder contar a história da aventura que é viver. À propósito, a correria da vida contemporânea leva o Homem cada vez mais longe. Mas é pra longe de si mesmo. De poder refletir sobre suas origens, ancestralidade. O resultado disso está expresso no consumo desenfreado dos recursos naturais da terra .

Cozinhar é um modo de se ligar à vida, à natureza, à terra enfim. De curtir a fogueira simbólica e a verdadeira. De não esquecer que o fogo, uma vez domesticado, foi morar na Cozinha. Seja enquanto espaço mítico, seja enquanto espaço mágico, é lugar de convivência e de transformação. Para muito além do preparo do alimento, as artes da culinária sabem a saber, como já disseram poetas e sábios. Olfato, tato, paladar, audição, visão. Textura, maciez... doce, amargo, salgado, frio, quente. Delicioso. Eis o reino dos sentidos.

Um cem numero de ingredientes habitam esse reino. Ali, mistérios gozosos estão para as especiarias como o tempêro da história pro sabor de saber. Pois é no caldeirão cultural que se cozinham as melhores iguarias. Não é em panela velha que se faz a melhor comida ?  Ah sim ! Porque na cozinha é tudo uma questão de proporção. É pura alquimia. Tortas, assados, cozidos e ainda caldos e caldas, pirões e guisados de toda sorte, pitadas aqui e ali. Porque a maestria da cozinha exige amor e prazer, atenção, engenho e arte.